É fato que quem quer se tornar comissários de voo é porque gosta de viajar, tem interesse em conhecer outros lugares e outras culturas. E tirando raras excessões, a grande maioria sonha com o dia em que fará voos internacionais e conhecerá todos aqueles lugares que só viu nos filmes, nos documentários e nas fotos.
Viajar pelo Brasil é muito bom. O país tem uma grande diversidade cultural. Mas o que a maioria quer mesmo é "ganhar mundo"!
O critério utilizado pelas empresas aéreas para promover comissários para voos internacionais é a antiguidade. Se a companhia está crescendo, com novas aeronaves chegando e mais pessoal sendo contratado, o comissário não ficará muito tempo fazendo voos domésticos e logo será promovido.
Se ao contrário, a empresa está estagnada, tão cedo não haverá promoções...
O outro critério é o idioma. Se a empresa necessita de comissários que falem mandarin (por exemplo), e não tem pessoal suficiente entre aqueles que voam internacional, então o "novinho" que entrou mês passado e fala o idioma será promovido na frente dos mais antigos.
Vale ressaltar que tem que ser um idioma que poucos falam. Inglês, francês, alemão e outros mais comuns sempre tem pessoal suficiente para suprir a demanda.
Fazer voos internacionais significa voar menos, ter mais folgas e ganhar diárias na moeda do local. Mais do que isso, significa um novo status!
Os comissários que voam internacional fazem parte de uma outra "casta". Existem diferenças até no linguajar. Geralmente comissários de voos domésticos se referem a suas programações pelos números dos voos. Por exemplo: "Vou fazer o 3410". É que são tantos pousos que fica mais fácil assim.
Já aqueles que voam internacional se referem aos lugares para onde vão: "Amanhã vou fazer o Paris." "Cheguei hoje do Nova York."
As diferenças não param por aí. Há diferenças na sequencia do serviço de bordo e no ritmo de trabalho. As aeronaves agora são maiores. Wide bodies com dois corredores. O trabalho de equipe é mais cobrado. As tripulações são maiores. Não é mais aquela pequena "família" como as tripulações de voos domésticos.
Existe principalmente uma diferença comportamental entre comissários que fazem voos domésticos e os que fazem voos internacionais, mesmo dentro de uma mesma empresa. Isso pode acarretar choque cultural nos primeiros voos do neófito. Eu passei por isso no meu primeiro voo internacional, mas isso é assunto para um outro post.
O que realmente importa é que as portas do mundo se abrirão para você! A visão que as pessoas tem de você mudará ao saberem que você voa para fora. Por incrível que pareça, te tratam com mais respeito.
Só tome cuidado para isso não subir à sua cabeça!






