"Pensei que era moleza mas foi pura ilusão
Conhecer o mundo inteiro sem gastar nenhum tostão"
(Melô do Marinheiro - Os Paralamas do Sucesso)
Esse blog é dedicado a todos que voam, que já voaram e que sonham em voar!





sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

10 coisas que um comissário de bordo não deve fazer


   Como eu ando sem tempo para postar, deixo esse video engraçado para vocês se divertirem. A número 6 quase aconteceu comigo mais de uma vez! kkkk

Prometo que assim que eu me desenrolar do treinamento que eu estou preparando, voltarei com novas postagens.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Samba do avião

Toda vez que eu pousava no Rio de manhã cedo eu me lembrava dessa música! E sempre me emocionava!

Não importava de onde eu estava vindo, se eu já estava estourada de cansaço depois de uma noite inteira ralando, nem se o voo não tinha sido muito bom. A emoção continuou. Mesmo depois de anos o pouso no Rio sempre foi um momento especial.

É como uma criança que pede para a mãe contar sempre a mesma história inúmeras vezes, e em todas as vezes a empolgação é igual.

Apesar da letra da música falar do aeroporto do Galeão, ela foi inspirada em um pouso no Santos Dumont. Quem me contou foi o próprio maestro Tom Jobim, a bordo de um voo para Brasília, mais ou menos um ano antes da sua morte.

O avião tinha poucos passageiros, e ele veio conversar com a tripulação. Muito simpático e educado, perguntou-me de onde eu era. Eu falei que era do Rio e mencionei o Samba do Avião que sempre me vinha na lembrança a cada pouso na cidade.

De fato o pouso no Santos Dumont é mais bonito panoramicamente falando. Mas nós dois concordamos que a cidade vista do alto é linda de qualquer jeito!

Quem já teve oportunidade de pousar em um aeroporto carioca sabe do que eu estou falando. Quem tem a cidade maravilhosa como lar sabe mais ainda. E fica inchado de orgulho! Como se fosse o responsável pelas belezas naturais do Rio. Vai ser bonito assim lá... rsrs

Água brilhando, olha a pista chegando, e vamos nós..... pousar!

domingo, 18 de dezembro de 2011

Natal em Amsterdam


Amsterdam é um dos meus lugares favoritos no mundo. Um dos lugares que eu quero voltar antes de morrer.
A cidade é pequena e linda! O povo é simpático, desestressado e receptivo com os turistas. Bem diferente de outros povos da Europa. Os holandeses tem um calor humano que lembra de certa maneira nós aqui dos trópicos.Quando saiu minha escala e eu vi que ia passar o Natal em Amsterdam, com direito a dois dias inativos eu fiquei feliz!



Na empresa em que eu trabalhava, o tripulante que voava  no Natal ou Ano Novo tinha direito a levar um dependente consigo. Podia ser marido, mulher ou filho. Mas os solteiros e sem filhos não podiam levar ninguém.
Na época eu era solteira, então juntei-me aos outros desgarrados.  Éramos uns quatro ou cinco solteiros, os demais estavam acompanhados. 
Na noite de Natal, resolvemos ir ao Bulldog Cafe para relaxar, tomar umas cervejas e ficar chapados.
Na Holanda o consumo de maconha e haxixe é liberado. Em Amsterdam existem vários bares ou cafés que vendem o produto, com cardápio e tudo, além de disponibilizar os apetrechos para a confecção do baseado.  A gente consome lá mesmo. Nas ruas não é permitido assim como em lojas e outros estabelecimentos.
The Bulldog Cafe
Pausa para comentário elucidativo: abrir parênteses Não apoio o consumo de substâncias psicoativas em locais onde estas não são legalizadas. Já está comprovado o poder de destruição que o crime organizado possui. Cidades sitiadas, cidadãos ameaçados e insegurança. E também recuso-me a ajudar Fernandinho Beira-Mar, Nem e companhia a comprar carrões importados e jóias cafonas pra suas mulheres. fechar parênteses


Ficamos lá numa boa curtindo nosso Natal doidão até umas onze da noite, quando resolvemos voltar para o hotel. Compramos algo para comer, o vinho já tinha sido providenciado. Combinamos a reunião no quarto da Bebel, que era maior.  A intenção era comer, tomar o vinho e capotar cada um no seu quarto.
Ao chegar à recepção, um gentil funcionário nos informou que o hotel estava oferecendo uma ceia de cortesia para a tripulação, e que todos já estavam reunidos no salão. Só faltava a gente.
Que cilada! Nem dava para fugir! Lá fomos nós, com os olhos vermelhos e uma vontade danada de rir, que logo se transformou em vontade de chorar quando vimos todo mundo sentadinho e comportadinho  nas mesas colocadas em semicírculo.
Os garçons, cada um com sua tromba se arrastando pelo chão, davam a impressão de que foram pegos tão de surpresa quanto nós para a tal ceia de cortesia. E que assim como nós gostariam de estar a anos luz dali!
Sentamos todos, com um sorriso amarelo na cara, a boca seca, sem saber o que dizer, à espera de um milagre de Natal. Um apagão, um alarme falso de incêndio, uma poção mágica de invisibilidade, enfim qualquer coisa que nos desse a chance de escapar. 
Como nada está tão ruim que não possa ficar pior, a mulher de um dos co-pilotos resolveu incorporar a primeira-dama (apesar de ela ser a segunda-dama) e para quebrar o gelo propôs que cada um de nós dissesse algumas palavras.
É nessas horas que a gente compreende verdadeiramente a expressão: de boas intenções o inferno está cheio!
E ela mesma, toda se achando, começou o discurso de abobrinhas, na certa para mais tarde se gabar para o marido: "Viu só como eu falei bonito, benhê?" Disse que estava “muito feliz por estar ali, que o Natal era um momento de confraternização, que isso, que aquilo…”
Eu olhava para os meus amigos e eles para mim, imaginando o que fazer. Gritar até ficar rouca? Mandar a “primeira-dama” se situar e parar de falar besteira? Desmaiar? Pegar a faca em cima da mesa e cortar os pulsos?
Quando chegou na minha vez de dizer algumas palavras eu falei mais ou menos assim: “Olha, vocês são muito gentis e tal, mas  eu não curto muito essa coisa de comemoração, nem de discurso. Na verdade eu nem queria dizer nada porque eu não tenho nada interessante para dizer.”
Alguns segundos de silêncio.  Veio a comida, que por sinal deixava a desejar. Os garçons que nos serviam com uma má vontade gritante contribuíram ainda mais para tornar a ceia de Natal  uma verdadeira tortura.
Desejei boa noite assim que pude faze-lo sem parecer falta de educação, e fui dormir.
No outro dia era Natal! Como não tinha almoço comemorativo, nem discursos, nem candidatas a primeira-dama, resolvemos nos dar de presente o aluguel de umas bicicletas, um passeio na Leidseplein e uma visita ao  Bulldog Café.
Leidseplein

Stoned again…
Laricas







terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Natal em Belém


Não, não é a cidade onde Jesus nasceu.  É Belém do Pará mesmo!
Comecei a voar no mês de Dezembro, depois de três meses de curso. 
Como em aviação antiguidade é posto, eu como “carne nova” nem tive a opção de folgar nas festas de fim de ano.
O primeiro mês de um novo trabalho é sempre estimulante! Ainda mais se o trabalho é viajar pelo Brasil afora conhecendo novos lugares e tendo contato com outras culturas.
Quando peguei minha primeira escala de voo, tudo era novo para mim!  Pela programação ali impressa, eu estaria de sobreaviso no dia 23, iria para Porto Alegre no dia 24 em um voo pinga-pinga, onde passaria a noite de Natal, e no dia 25 de manhã iria a Buenos Aires, Montevideo, novamente Porto Alegre, São Paulo e finalmente Rio, chegando tarde da noite, numa programação que era conhecida como “Conheça a América do Sul em uma tarde”.
Na véspera do meu voo natalino, a programação mudou. Fui acionada no sobreaviso para o voo para Belém.  Ao invés do sul eu passaria a noite de Natal no norte, em Belém do Pará. Era um voo direto, de pouco mais de três horas, chegando em Belém pouco antes da meia noite. No dia seguinte (24) ficava inativo e dia 25 de manhã cedo retornava ao Rio, também direto.
Por mim tudo bem. Quem está na chuva é para se molhar.
Ao me apresentar para o voo, o instrutor que me acompanhava me disse feliz da vida: “A gente se deu bem com a troca de programação! O voo chega de volta ao Rio às 10 da manhã do dia 25. Ainda dá pra pegar o almoço de Natal!”
Quando fomos assinar a folha de apresentação (naqueles tempos jurássicos não tinha computador para passar cartão), uma surpresa. Toda a tripulação tinha sido reprogramada. Ao chegar em Belém prosseguiríamos no mesmo avião para Caiena, depois Paramaribo e retornaríamos a Belém para pernoitar.


Hein??? Onde???
Para quem não se lembra dos tempos de escola, e de fato a  gente até se esquece desses nossos vizinhos, Caiena é a capital da Guiana Francesa, e Paramaribo a capital do Suriname, antiga colônia holandesa.
Notei que a tripulação ficou contrariada. O comandante tentou argumentar, os demais comissários também. Mas eu, por ser nova na área não compreendi bem o porque. Pensei com meus botões que até que seria interessante pousar em dois países desconhecidos numa mesma noite.
Chegamos em Belém às onze e meia da noite. Foi o tempo de desembarcar os passageiros que vieram do Rio e embarcar os que iam para Caiena e Paramaribo. O avião estava lotado e eu sem entender o que tanta gente ia fazer naquele fim de mundo nas véperas do Natal. Havia passageiro de toda a espécie.Tinha indianos vestidos a caráter que reclamavam porque não tinham refeições vegetarianas para eles, tinha alguns com fortes traços indígenas, tinha africanos legítimos, e não afro-descendentes,  tinha europeus falando francês e inglês, tinha até brasileiros!


Pousamos em Caiena, alguns passageiros ficaram por lá e a maioria seguiu para Paramaribo. Chegando lá, todos desembarcaram e entraram outros passageiros, novinhos em folha, com a mesma variedade étnica.


A essa altura deviam ser umas  quatro horas da manhã, e a tripulação cantarolava a Melô do Marinheiro dos Paralamas do Sucesso com uma pequena modificação: "Entrei de gaiato no avião. Entrei, entrei, entrei pelo cano."


Pousamos de volta em Belém por volta das seis da manhã do dia 24. Nem preciso dizer que eu estava no bagaço... Mas todo mundo tentava entrar no clima, e combinamos para mais tarde uma reunião no quarto de alguém para passarmos juntos a noite de Natal.


Como o hotel não dava ceia de cortesia (tripulante adora cortesia!), e na noite de Natal seria dificil encontrar um lugar legal, acabamos ficando no quarto de alguém (não me lembro quem), comendo amendoim e bebendo cerveja. 


No dia seguinte pela manhã, já dentro do avião com passageiros embarcados, um barulho estranho em uma das turbinas.
Uma colega mais experiente passa por mim e sinaliza com o polegar para baixo. Ferrou!
Mais uma tentativa e o ruído da turbina fica ainda mais estranho.  Estranhíssimo, pensava eu sentada no jump seat. Ao meu lado uma outra colega, gaúcha, que tinha planos de pegar o voo para Porto Alegre assim que chegássemos no Rio, começou a chorar. Estava com a mala cheia de presentes para a família, o pai faria um belo de um churrasco.
E chama os mecânicos para ver qual era o problema, e testa a turbina de novo. Ainda não foi dessa vez. E mexe daqui, mexe dali, tem que trocar uma peça, mas tem que esperar a peça chegar de Manaus…
Resumindo: Pousamos no Rio às quatro da tarde, seis horas de atraso. Almoço de Natal nem pensar! Só no próximo ano.
Ou não…


Obs. Meus queridos leitores devem estar pensando que eu devo ser uma pessoa muito azarada, pois todas as minhas "primeiras vezes" na aviação foram problemáticas, vide Meu primeiro voo internacional. Realmente eu já parei para pensar se isso é uma questão cármica,  se Deus gosta de me botar à prova para me testar ou se é um mero acaso. Não cheguei a nenhuma conclusão definitiva. Mas agradeço a Ele pelos 20 anos sem sofrer nenhum acidente ou incidente sério e pelo fato de nunca ter precisado colocar minha vida em risco, e nem a vida de outras pessoas. Então considero esses contratempos que me ocorreram como um aprendizado para me tornar uma pessoa melhor e mais tolerante. Se eu consegui, isso eu não sei!


sábado, 26 de novembro de 2011

Dezembro: mês oficial do stress!

Os últimos dias do mês de Novembro são de muita ansiedade para os tripulantes. O motivo de tanto choro e ranger de dentes é a espera da publicação da escala do mês de Dezembro.

De acordo com a regulamentação do aeronauta, a escala mensal de voo deve ser publicada com uma antecedência mínima de dois dias antes do primeiro dia do mês posterior. Isso significa que a escala de Dezembro deve ser publicada no máximo até a manhã do dia 29 de Novembro.

Como Dezembro é mês der alta temporada, muitos voos extras, mudanças de última hora na programação, etc. e tal, é certeza de que a escala vai sair no último minuto!

O  motivo de tanta expectativa são as festas de fim de ano. "Onde estarei no Natal?" "E no Ano Novo?" Por mais que as pessoas se digam desapegadas das tradições familiares, que não ligam para Natal, que não se incomodam em ficar longe da família, na hora H percebem que as coisas não são bem assim.

Uma coisa é você passar as festas longe da família por opção sua. Ir para um lugar de sua escolha, estar com pessoas que você escolheu, ou até mesmo ficar sozinho, mas por vontade própria.
Outra bem diferente é passar essas datas em locais que foram determinados, com pessoas que não foram escolhidas por você.

Nós podemos até tentar entrar no clima do elemento surpresa: "Legal! Sem problemas! O resto da tripulação também vai estar sozinho, a gente se reúne e comemora!"
Mas pode acontecer de nem todo mundo estar na mesma vibe... E você passar sua noite assistindo ao especial de Natal do Roberto Carlos pela TV no seu quarto de hotel. Se estiver no Brasil.

Os mais descolados não se apertam e saem sozinhos mesmo. Esquecendo-se de que para o resto das pessoas aquelas datas são passadas em família, e com isso os lugares que em dias normais são badalados, naquelas datas vão estar às moscas com meia dúzia de gatos pingados enjeitados.

As empresas de grande porte geralmente permitem que o tripulante escolha uma data para folgar. Natal ou Ano Novo. Quem escolhe o Natal voa no Ano Novo, e vice versa. Mas não é cem por cento garantido do tripulante ganhar a folga solicitada! Quem tem pouco tempo de casa corre grande risco de voar nas duas datas. E mesmo os "antigões", por algum erro de escala podem não ter os pedidos atendidos.

Muito pior do que estar voando nessas datas é estar de reserva! Aí é tortura em alto grau! Não se sabe se vai ou se fica e não pode planejar nada com ninguém.

Depois da escala publicada não adianta chorar! Pode xingar, bater boca com a escala, dizer que foi injustiçado, etc. Pode até tentar trocar com alguém, mas vai ser difícil!

Enfim, faz parte! O stress que o tripulante sofre já foi comentado no post  Vai começar a pauleira.  Quem escolhe esse caminho não escolhe apenas uma profissão. Escolhe também um modo de vida. Você pode optar entre ficar estressado ou relaxar e deixar fluir. Se você quiser ser feliz na sua escolha de vida, eu aconselho a segunda opção.

Nos próximos posts, em homenagem à essa época natalina, escreverei sobre as festas de fim de ano que eu passei voando.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Relacionamentos e aviação


"Relacionamento não é aquela coisa colorida onde tudo se encaixa perfeitamente. O nome daquilo é Lego!" - sabedoria popular da net
 Muita gente se pergunta se é possível para um tripulante manter um relacionamento estável. O fato de passar vários períodos longe de casa, de estar sempre voando de um lugar para o outro e de estar cercado de pessoas bonitas, ou pelo menos interessantes não prejudicaria? E a tentação de dar uma "pulada de cerca", já que o que os olhos não veem o coração não sente?

A percepção daqueles que entram na aviação é de que vão encontrar "um mar de solteiros", como definiu o comissário Filipe Eloy em seu blog É tanto que transborda, leitura obrigatória para quem tem interesse em seguir a carreira.

Mas logo se vê que as coisas não são bem assim. Na verdade o número de tripulantes casados ou em  relacionamento estável ultrapassa o de solteiros, aí incluídos também os pilotos.

Essa estatística se deve a uma série de fatores, mas creio que o principal é aliviar a solidão que acomete esses profissionais.

Já comentei aqui em outros posts que, apesar do glamour, das viagens e das oportunidades de ter contato com várias pessoas, a profissão de aeronauta é muito solitária. Por isso a necessidade de ter alguém para chamar de seu, de ter um porto seguro, um lar para onde voltar, descansar e repor as energias para mais uma jornada.

Tripulantes, assim como os artistas, se casam muito entre si. O afastamento do grupo de amigos "terráqueos" é inevitável, e o convívio constante com os colegas também. Isso favorece os relacionamentos. Tem muitas comissárias casadas com pilotos ou com comissários, assim como casais homossexuais assumidos.

É um relacionamento com menos atritos, digamos assim, pois um conhece a rotina do outro. Por isso as cobranças são menores. Alguns casais solicitam escala fixa, mas não porque se amam de paixão e um não vive sem o outro rsrs... Mas por questões mais práticas, como morar longe do aeroporto e ter um carro só.
Deve-se ter cuidado porque nada como a convivência H24 para desgastar um relacionamento!

Os que se casam com pessoas que não são da aviação enfrentam atritos maiores, principalmente as mulheres. Homens são menos flexíveis em relação à rotina de trabalho da mulher comissária. Muitas vezes não entendem como é que a mulher chegou de viagem ontem e hoje já vai voar de novo e só volta dali a três dias! Ou então acham que são candidatos a chifrudos. É preciso ter maturidade e equilíbrio, além de confiança total um no outro. E volta e meia fazer o famoso DR (discutir a relação) rsrs... É preciso acima de tudo RESPEITO pela pessoa que escolheu estar a seu lado.

Muito importante também é o casal ter objetivos comuns. Pode ser desde comprar um imóvel até planejar uma viagem de férias. E uma vez alcançado o objetivo, cria-se outro, e mais outro.

Como muitas vezes a solidão e a carência andam juntas, é comum tripulantes caírem em ciladas por causa dela.

As comissárias podem atrair maridos chupins - expressão do tempo da minha avó - mas não achei outra melhor para definir homens que não são muito chegados ao batente, porém tem uma boa lábia e se fazem de imprescindíveis na vida da comissária carente. Por isso é preciso ser racional e estar atenta para não entrar nessa furada! Como se diz por aí: Treino é treino. Jogo é jogo. rsrs

Assim como o marido chupim, também existem as mulheres oportunistas que estão sempre rondando os tripulantes. Os pilotos são as maiores vítimas, pois são considerados "bons partidos" pela remuneração que recebem. Mas os comissários também não estão livres! Pode acontecer do comissário se apaixonar por uma mulher que trabalha, tem sua carreira e é independente, e pouco tempo depois do casamento essa mulher se desliga do emprego por qualquer razão, vira madame e passa a viver do salário e dos benefícios da profissão do marido. Maior propaganda enganosa!

O velho clichê do "piloto com a aeromoça", apesar de muito aumentado no imaginário popular, até existe. Eles jogam a isca, se colar colou. Tem as que se fazem de desentendidas. Tem as que fingem morder a isca mas na verdade quem acaba sendo fisgado são eles quando elas se tornam as "patroas" rsrs. E tem aquelas que ainda acreditam na velha história, mais velha do que a do piloto com a aeromoça, de que um dia "ele vai largar a mulher para ficar com ela".

Enfim, o ambiente da aviação, como qualquer outro meio adulto, não é puro nem inocente. Mas está longe de ser aquela orgia desenfreada que muita gente pensa.